Muito já foi dito sobre este assunto. Mesmo assim, este é o tipo de pergunta que nunca deixará de ser feita, mesmo porque ela não tem uma resposta que possa ser considerada como a mais correta ou a mais completa. E isso não se deve só ao fato de que as respostas são pessoais e influenciadas por uma série de fatores que vão de leituras à vivências. A escola, enquanto instituição, serve para aquilo que se quiser fazer com o que é oferecido dentro de seus limites. São os alunos que escolhem para que serve a escola e esta escolha é individual, de forma que cada um busca os seus próprios objetivos, sejam eles esperados ou não.
Dizer que o papel da escola é preparar para o vestibular ou formar um cidadão consciente são clichês que, apesar de fazerem algum sentido, não definem o verdadeiro papel desta instituição. Milhares de alunos saem pelos portões escolares sem estarem preparados para o vestibular e milhões saem sem estarem conscientes de seja lá do que for. Mas isso não significa que a escola fracassou: apenas aqueles que buscam tais objetivos os alcançam e é aí que entra o poder de escolha dos alunos.
Pensando desta forma, e colocando a vontade do aluno como movimento primário do seu próprio desenvolvimento escolar, pode-se dizer que a escola serve de laboratório de testes, onde alguns aprendizados serão obtidos pela veia formal (a decisão de se esforçar nos estudos, por exemplo) e outros, geralmente de caráter pessoal, serão obtidos pela veia informal (as amizades, por exemplo). É nesse ponto que a escola começa a se tornar indissociável da vida dos alunos e também é nesse ponto que a qualidade da instituição se mostra necessária, pois bons professores e boas infra-estruturas são de grande ajuda para aqueles que de fato estão buscando algo de bom para si mesmos.
Mesmo assim, é importante lembrar que muitos alunos já construíram muito com o pouco que lhes foi oferecido por suas escolas. Isso só vem a reforçar esta idéia da escola mais como uma ferramenta que possui muitas utilidades e também muitas faces, não estando centralizada em lugar nenhum, e menos como um prédio localizado num lugar concreto, como um bairro.
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