Depois de conhecer as teorias tradicionais e as novas teorias de ensino, reforcei minha opinião que ambas são necessárias para ajudar tanto o professor quanto o aluno a aproveitarem o máximo de uma aula. Embora não conhecesse seus fundamentos teóricos, já convivi com seus fundamentos práticos na minha escolarização e na minha graduação. E foi relembrando meu próprio ambiente de aprendizado que conclui como enxergo estas novas didáticas. Falarei aqui dos três pontos que mais chamaram a minha atenção:
Primeiro, devo dizer que não sou um opositor ferrenho de certas concepções das teorias tradicionais. A maioria delas garante ao professor uma superioridade que ele tem e merece. Mas, além disso, é essa superioridade que permite ao professor estimular o pensamento independente de seus alunos. As novas didáticas, e eu concordo com elas nesse aspecto, procuram consolidar a aprendizagem escolar no cotidiano do aluno. Isso é muito importante: a escola não pode e não deve ser vista como uma academia de eruditos. O conhecimento está em todo lugar, mas é preciso conhecimento para encontrá-lo, seja lá onde ele estiver. E é aí que entra o papel superior do professor: ele pode usar sua autoridade para ajudar os alunos a organizarem seu aprendizado, de forma a orientar a todos graças a um padrão por ele criado (ou adaptado). Essa idéia de educar cada aluno de acordo com a sua velocidade é como a anarquia: maravilhosa na teoria e um verdadeiro Inferno na prática. Nesse ponto eu discordo das novas teorias.
Em segundo, temos a busca por respeito à diversidade das personalidades e culturas. Também sou a favor desse aspecto, desde que, claro, tais personalidades e culturas não firam os outros alunos, mesmo que involuntariamente. E muito menos voluntariamente. Uma gama ampla de culturas permite que os alunos de fato conheçam tais culturas, contextualizando-as com o conteúdo ensinado. Mais uma fez o caratér de autoridade do professor é importante: ele pode usá-lo para evitar que um aluno fique de gozações para com outro colega, diferente dele por ser integrante de uma outra cultura. Aqui não há espaço para a discordância, respeito é fundamental em qualquer teoria.
Por último, ressalto a valorização da autonomia do aluno e da sala, observados certos limites. Isso é essencial. A autonomia deve mover o aluno: autonomia de organizar os seus horários e estudos, autonomia de ultrapassar os limites da sala e pesquisar mais sobre os assuntos ensinados, etc... Não é papel do professor fazer o aluno gostar de estudar. É papel do professor fazer o aluno gostar ainda mais de estudar. Essa autonomia deve provir do próprio aluno. É ele que deve perceber que o estudo é crucial para a sua vida. E o professor deve fazer o máximo para tornar esse caminho o mais proveitoso possível, nem que para isso ele deva colocar muitas pedras nele.
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